Design devagar e sempre - Slow Design

Publicado: 09/06/2019
No Slow Design o tempo de produção é maior, mas a redução do impacto na natureza no processo de manufatura é a prioridade. Dessa forma, é possível promover o bem-estar dos indivíduos, da sociedade e da natureza, aplicando-se literalmente a palavra  sustentabilidade a todos.

Vamos começar o nosso bate papo com o conceito slow life, que são os hábitos e comportamentos que buscam desacelerar o nosso ritmo frenético de hoje e trazer mais qualidade para o cotidiano. Escolhemos este tema porque essa filosofia de vida, mais simples e mais frugal, tem muito a ver com os nossos produtos. Digo o porquê: o conceito slow relacionado ao consumo traz em si a busca pela sustentabilidade e consumo responsável. Ou seja, demanda uma reflexão antes de consumir como, por exemplo, de onde vem o produto, se a produção é local, quais são as matérias primas envolvidas, se realmente é preciso comprar agora, se a marca tem uma atuação socialmente correta, etc.

Embora não haja um registro oficial, credita-se ao designer, autor, escritor e ativista inglês Alastair Fuad-Luke a invenção do Slow Design, em 2002.  Ele definiu o que considera como os princípios do novo conceito. Um deles cuida do processo criativo, que deve ser mais longo e com muita pesquisa sobre todo o impacto do produto no mundo e na vida das pessoas. Outro, trata da valorização da cultura local ou regional como fonte de inspiração e diferencial importante para o resultado.

Porém, antes disso, em 1986, o jornalista italiano Carlos Petrini criou o  movimento do slow food, como forma de protesto, cujo objetivo foi valorizar culturalmente os alimentos e o prazer de comer bem, de modo a  enfrentar à frenética dominação dos fast-foods. A história é bem curiosa! Diz-se que Carlos reuniu-se com os moradores de uma vila que se opuseram à abertura de uma franquia da lanchonete MCDonald´s em seu  povoado. Acabou-se criando  uma nova forma de análise da qualidade do momento da alimentação, de valorização dos sabores e de consciência sobre os ingredientes e sobre quem participou do processo de criação.

Assim, o movimento slow foi se espalhando pelo mundo e busca pelo bem-estar invadiu várias áreas da vida:  do cuidado com o corpo-mente até a relação das pessoas com o seu trabalho.

De acordo com Marcio Giannelli, professor do curso de design da FAAP, o conceito Slow Design pode ser entendido como uma forma de pensar antes de agir, de refletir sobre as consequências e impactos e até mesmo sobre como e porque consumimos determinados produtos.

Uma das consequências certas da adoção deste estilo de vida - mais livre e simples - é que você vai passar a se conhecer melhor, vai adotar novos hábitos de consumo e vai se sentir mais feliz. E é isso que buscamos com a nossa marca, a satisfação real dos nossos clientes. Vamos lá, juntem-se a nós nessa busca pela felicidade e acompanhem nosso blog, que sempre trará novas dicas


Abraço a todos e viva a sustentabilidade!
  

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